
Campanha se ganha no corpo a corpo — e o impresso é o corpo a corpo
Toda eleição tem a mesma cena: o candidato investe pesado em rede social nos primeiros meses e, na reta final, descobre que quem decide o voto indeciso é a conversa de rua. E conversa de rua sem material na mão termina em nada. A pessoa cumprimenta, ouve por trinta segundos, segue caminho e esquece o nome.
O impresso resolve exatamente esse problema: transforma um encontro de trinta segundos em uma lembrança que fica no bolso, no para-brisa, na cozinha e na parede do comitê. É o único ponto de contato da campanha que continua trabalhando depois que a equipe foi embora.
Este guia reúne o que a gente aprende produzindo campanha em Brasília e no DF: quais peças importam, o que a legislação exige, quanto produzir e em que ordem.
As peças que realmente fazem diferença
Campanha não precisa de catálogo de produto — precisa de um conjunto pequeno de peças bem definidas, cada uma com uma função clara.
- Santinho — a peça de volume. Nome, número, cargo e um argumento. É o que fica na mão do eleitor no corpo a corpo
- Santão (formato maior) — para eventos, reuniões e lideranças, quando há tempo de leitura
- Folder de campanha — apresenta trajetória e propostas para apoiadores e formadores de opinião
- Adesivo de para-brisa e de janela — mídia gratuita circulando pela cidade durante toda a campanha
- Bandeira e bandeirola — presença visual em rua, carreata e bandeiraço
- Banner e backdrop — comitê, lives e gravações com identidade profissional
- Camiseta e colete de equipe — reconhecimento imediato de quem está fazendo campanha por você
Cada uma dessas peças cumpre um papel distinto no funil. O santinho gera lembrança do número; o adesivo gera repetição; o banner gera autoridade; a camiseta transforma voluntário em outdoor ambulante.
Kits prontos por cargo, com arte, identificação legal e nota fiscal.
Ver a linha completa das Eleições 2026O que a lei exige em cada peça
A parte que mais gera dor de cabeça é também a mais simples de resolver: identificação. Todo material impresso de propaganda eleitoral precisa trazer, de forma legível, quem contratou, quem produziu (com CNPJ ou CPF) e a tiragem daquele lote.
Além disso, valem duas regras práticas que economizam multa e retrabalho: material impresso não pode ser afixado em bem público nem em poste, árvore ou muro de repartição; e adesivo de veículo precisa respeitar o limite de tamanho previsto na legislação.
Na dúvida, a regra de ouro é: o impresso acompanha a pessoa (mão, carro, roupa, comitê), não a cidade. Nós entregamos toda peça com o bloco de identificação já montado, então você não corre o risco de rodar 10 mil santinhos sem o dado obrigatório.
Quanto produzir: um método simples de tiragem
A conta que mais funciona não parte do orçamento, parte da operação. Comece pelo número de pessoas que vão para rua e pelos dias de campanha.
Exemplo de dimensionamento para uma equipe de rua
| Variável | Exemplo | Resultado |
|---|---|---|
| Pessoas em rua por dia | 10 | — |
| Peças entregues por pessoa/dia | 150 | 1.500 por dia |
| Dias de ação por semana | 5 | 7.500 por semana |
| Semanas de campanha ativa | 6 | 45.000 santinhos |
Divida esse total em lotes. O primeiro lote testa mensagem e legibilidade do número; os lotes seguintes já saem corrigidos. Reservar de 15% a 20% do volume para a última semana é o que separa campanha organizada de campanha sem material no dia mais importante.
O calendário que evita o desespero da reta final
Gráfica em ano eleitoral tem pico. Quem chega em cima da hora paga mais caro, escolhe menos e corre risco real de não receber a tempo.
- 45 dias antes: definição de identidade visual, número e slogan; aprovação das artes-base
- 30 dias antes: primeiro lote de santinhos, adesivos e camisetas; banner do comitê
- 20 dias antes: folder para lideranças e material de evento
- 10 dias antes: reposição planejada de santinho e adesivo
- Reta final: apenas produção expressa, para ajustes e emergências
Erros que custam voto (e dinheiro)
Três erros aparecem em quase toda campanha que chega até nós depois de uma experiência ruim.
- Número pequeno demais: o eleitor precisa enxergar o número a um braço de distância, em três segundos
- Arte cheia de texto: santinho não é panfleto institucional; é nome, número, cargo e uma promessa
- Papel errado: gramatura baixa demais amassa no bolso e passa impressão de campanha fraca
Corrigir isso não custa mais caro — custa apenas decidir antes de mandar imprimir.
A gente dimensiona tiragem, prazos e kits conforme o cargo disputado.
Falar com o comercial sobre a minha campanhaPerguntas frequentes
- Quando devo começar a imprimir o material de campanha?
- A produção precisa estar fechada antes da arrancada. Na prática, quem começa com 30 a 45 dias de antecedência consegue escolher papel, testar a arte e reimprimir se necessário. Nas últimas semanas, a fila das gráficas é o maior gargalo da campanha.
- Qual tiragem de santinhos é a ideal?
- Depende do tamanho do colégio eleitoral que você quer cobrir e do número de pessoas em rua. Um parâmetro usado por equipes no DF é entre 2 e 4 santinhos por eleitor-alvo, divididos em lotes: um lote inicial para testar a mensagem e reforços conforme a campanha esquenta.
- O material impresso precisa de alguma informação obrigatória?
- Sim. A legislação eleitoral exige identificação de quem contratou e de quem produziu, com CNPJ ou CPF e a tiragem impressa na peça. Nós já entregamos a arte com esse bloco de identificação montado e nota fiscal emitida.
- Dá para imprimir em poucos dias?
- Sim, trabalhamos com produção expressa para reposição de santinhos e adesivos, normalmente em 1 a 3 dias úteis conforme a tiragem. Mas expresso é para emergência, não para planejamento.
Quer aplicar isso no seu material?
Nosso time monta a cotação com formato, tiragem, papel e prazo definidos — arte profissional inclusa.


